agosto 31, 2004

Por um canudo.




Ao telefone:

Jorge: Oh Paulo, aquilo é que é a minha fragata?...

Paulo: NÃO SEJAS SALIENTE!!!

Jorge: desculpa...

Fonte: O.L.

Este é o...


... Cantinho de Salazar

O capuchinho justiceiro

Uma juíza de turno, de sua graça Filipa Macedo, acordando num dia de inflamada pasionaria, decidiu aplicar a justiça como achava que ela deveria ser e, ultrapassando os procedimentos judiciais em curso e o próprio MP, que jogou as mãos à cabeça e ainda foi a tempo de rectificar a coisa, despachou para que fossem arrombadas portas, se necessário, para meter imediatamente na prisão os arguidos do processo Casa Pia.
Se este anedotário judicial ficasse por aqui, a coisa resolvia-se tomando a senhora um Trifene.
Mas não. A senhora magistrada tinha ainda uma pérola no seu despacho.
Entre as justificações, considera que "os adolescentes vivem uma liberdade desmedida, passando os dias sozinhos e saindo à noite até altas horas da madrugada. Podem ser considerados muito 'apelativos' nas suas indumentárias, pela descontracção com que actuam, pelo bronze e penteados que exibem..."
Aqui o caso motiva séria apreensão.
Haverá, com certeza, profissionais capacitados para ajudarem cidadãos que transportem para a vida adulta o imaginário dos contos infantis, como por exemplo o capuchinho vermelho.
A nota triste é que neste caso o capuchinho, apesar de o desejar muito e sentir-se muito mal com essa culpa, nunca terá sido comido a contento pelo lobo mau.

Desculpem?

Há casais a quem são cortadas pensões de invalidez por um dos cônjuges trabalhar. No caso relatado na SIC há uma semana, a pensão foi cortada ao marido porque a mulher trabalhou durante algum tempo e recebeu mais do que metade do salário mínimo nacional. Resultado: o casal teve que divorciar-se para não perder a tal pensão.

Pronto!

Não há coincidências!

O personagem a que o Dylan se refere está cada vez mais louro... Assim como o Herman e o Castelo Branco... Haverá coincidências?

Marcas d'água

Enquanto explicava, em directo na televisão, os mil perigos que uma espécie de traineira holandesa coloca à soberania nacional, o ministro dos assuntos que acontecem na água conseguiu, em poucos minutos, a proeza desmultiplicadora de falar enquanto ministro, enquanto presidente do seu partido, enquanto parceiro da coligação governamental... e felizmente parou por aí, que a descida de níveis já começava a ser preocupante.

agosto 30, 2004

Classificados - Relax

Paulo... Minis. Poder...
Faço tudo menos "rebocador holandês".
Goza a minha Corveta...
Brincadeira com Fragata também vale....
Uuuhhhh...


Tss. Tss. Tss.
Ai, as fardas, as fardas...

A saúde mental do país

Se Zé Maria conseguir cumprir o seu destino de se atirar ao rio, veremos fragatas a impedir o seu regresso alegando razões de saúde pública?

agosto 28, 2004

Nove parágrafos de vida

agosto 27, 2004

Porque não sei escrever.

Coisas de admirador. É pena não poder oferecer o link que não está on-line, mas aconselho-vos, vivamente, a lerem a última crónica do Pedro Rosa Mendes na "Visão" de 26 de Agosto. Está na página 57 na sua rúbrica "Esplendor na Selva" e chama-se Florida, que é o nome de um motel em Monróvia.
É uma crónica sobre fragmentos partilhados, mais uma vez, com o fotógrafo Wolf Böwig que, tal como ao Pedro, conheci noutras paragens remotas. Convém lembrar o trabalho de ambos para esta mesma revista nas Libérias, Sudões e outros recreios congéneres destes pelo mundo (incivilizado?) fora.

Com a devida autorização já concedida, plagio duas passagens:

"Partilho com Wolf esta noção exacta do que nos trouxe ao caos: procuramos flores onde incendiaram a floresta."

"O trauma, talvez, é quando até Deus morreu e sobrámos nós para o chorar. É, suponho, quando conseguimos ver imagens no escuro e tocamos a projecção do que deixámos de ser. O dia, como em Monróvia, é quando pára de chover."


Respiro de alívio. Há mais quem perceba...

A pobreza de W. Bush

Duas más notícias que nos traz o correspondente em Nova Iorque do Público na edição de hoje, Pedro Ribeiro.
Primeiro, os dados que devem ser estranhos a esse intestino director da LUSA que nem por linhas tortas escreve direito. Costumas ser tão lesto a publicar dados do FED e da galopante retoma da economia americana que se estranha não venhas hoje falar do aumento em 12% dos americanos que vivem abaixo do limiar de pobreza (são já mais de 35 milhões). O número de americanos que não têm acesso a seguro de saúde também aumentou em 15%, e é preciso não esquecer que nos EUA não há cá SNS que os valha. Interessante também considerar a evolução consistente destes dados: aumentam consecutivamente desde que esse génio da economia que tanto agita a algália a Delgoebbels pôs as botas na sala oval. Convinha que lesses uns jornalitos, oh rapaz.
Segundo, e esta abre o sorriso ao luís (os caniches de Pavlov tembém babavam), que o dito bushevique está à frente nas sondagens para as presidenciais de Novembro. Razão: os americanos estão sobretudo preocupados com a Guerra no Iraque e o terrorismo e Bush tem nestas matérias, e como é normal num presidente em exercício, muita mais visibilidade. Ou seja, os americanos estão preocupados com a sua segurança e com a dos seus soldados: e devem mesmo estar - no pântano em que esta administração os enfiou também eu estava, mas afinal sou dos estúpidos que se preocupam com o bem-estar económico das famílias. Mas Bush personifica o poder que os protege e assim continuará enquanto perdurar esta política doméstica do medo.
Faz batota se necessário, Kerry. Já estamos acostumados de qualquer das formas...

agosto 26, 2004

Pássaros do Sul




"Mafalda Veiga neste blog???
Mas tás a reinar comigo??? Aaiiiiiiii..."

Não fui eu que disse. Foi ela...

Delgoebbels: the missing link

Barco do aborto, droga, terrorismo ou eutanásia.

Luís Delgoebbels Delgado também terá, certamente, um barquinho ao largo da realidade onde vai escrever estas delirantes preciosidades.

agosto 25, 2004

Marés

O PND (Partido Nova Democracia) anunciou que se prepara para realizar um referendo interno com o objectivo de determinar a sua posição oficial sobre a questão do aborto, reaberta no contexto da passagem do chamado "Barco do Aborto" ao largo das águas portuguesas.
Os seus dois dirigentes nacionais, Manuel Monteiro e Manuel Monteiro, esperam um resultado consensual, enquanto a simpatizante feminina do partido não esteve contactável, explicando que agradecia um contacto posterior, uma vez que estava nesse preciso momento a remar.

agosto 24, 2004

Cada lugar teu...

Eu vou guardar cada lugar teu,
Ancorado em cada lugar meu.
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar.

Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu

Aqui tens a outra canção...

Espero que ainda venha a tempo



Happy birthday to you
Happy birthday to you
Happy birthday, Mr Keizer
Happy birthday to you

A demora deve-se às negociações contratuais.
Um abraço

agosto 23, 2004

Contributo de Outono

Stephin Merritt, 20 de Outubro, Aula Magna, Lisboa.



Talvez mais uma possibilidade cujo prazer se consuma na sua consideração, ainda assim mereceu uma revisitação a 69 Love Songs. Bem, na verdade menos, uma boa parte sempre me pareceram entrelinhas no desigual tríptico de Merritt, talento mais visível de composição.
Mas há preciosidades que podem desequilibrar a balança. A maior das quais esta.
You want to know if we fell in love too fast
You want to know if this is, well, too good to last
You're asking the wrong questions
You're opening the wrong doors
I love you,
I can't touch you anymore
I can't touch you anymore,
There's so much to hate you for
I love you,
I can't touch you anymore
You want to tell me 50 ways you've left your lovers
You want to tell me how you've loved 200 others
You're asking the wrong questions
You're opening the wrong doors
I love you,
I can't touch you anymore
I can't touch you anymore,
There's so much to hate you for
I love you,
I can't touch you anymore
I can't touch you anymore, Stephin Merritt, 1999.

agosto 22, 2004

O patrocínio compulsivo

Não desistirei facilmente, diz José Sócrates, questionado se António Guterres recusar ser o desejado candidato à Presidência da República.
Será uma ameaça?
Precisará Guterres de contratar segurança pessoal?

Prata dos novos tempos


Francis Obikwelu

A segunda medalha portuguesa em Atenas é de um magnífico sprinter nigeriano que veio para Portugal trabalhar nas obras e hoje treina em Espanha.
Radiografia de novos tempos.

Ícaro

Memória recuperada,
após tantas vezes perdida,
como as melhores.



Por aquela noite quente em que adormecemos no terraço
e eu arrastei-te, madrugada alta, para lugar seguro,
não porque quisesse, mas por temer o sol da manhã.

"But when you put your arms around me
I'll be looking over your shoulder
For something new ... because
I ain't ever found peace upon the breast of a girl
I ain't ever found peace with the religion of the world
I ain't ever found peace at the bottom of a glass

Sometimes it seems
The more I ask for
The less I receive

The only true freedom is freedom from the heart's desires
And the only true happiness ... this way lies"

Matt Johnson, 1992.

agosto 20, 2004

Infelizmente, foi em vão...


Sérgio Vieira de Mello trabalhava numa organização que não apoiava esta guerra. Era brasileiro, país que também não apoiou esta guerra. Numa das suas últimas declarações, disse que ‘também não gostaria de ver tanques estacionados na praia de Copacabana’.
À chegada a Bagdad dizia: ‘vim aqui para ouvir, vim para aprender, não para ensinar. Carrego uma mensagem das Nações Unidas’.
Não o ouviram até ao fim...

agosto 19, 2004

Incompreensão vocacional

Surpreende o choque nacional com o internamento de Zé Maria no Miguel Bombarda.
O objectivo do "Big Brother" não era manter, durante alguns meses, uma pessoa fechada numa casa?
Podia ser bem mais sério se tem participado no "Acorrentados".
É que entre uma instituição de saúde mental e Vale de Judeus...

O espírito olímpico

A função nobre dos Jogos Olímpicos é relembrar-nos que continuamos a gostar de desporto apesar da participação portuguesa.
Temos nadadores que nunca tinham obtido bons resultados a nadar de manhã, voleibolistas de praia que não estavam habituados a jogar à noite e uma equipa de futebol(...). Mas a frase olímpica é do nadador Simão Morgado, após ter sido eliminado nos 100 metros mariposa: "se os últimos 10 metros não tivessem sido tão difíceis, tinha corrido melhor."
Rapaz, para 2008, 90 metros mariposa.

A 'Aquarela', de Toquinho

Moriana e Inês, ficam com a letra completa e um cheirinho da música em http://imusica.msn.com.br/artista.asp?id=1017

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis rectas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela viajando, Havaí, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo, e se a gente quiser,
ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida,
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro,
e ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá,
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim, descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá),
e com cinco ou seis rectas é fácil fazer um castelo (que descolorirá),
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)...

agosto 18, 2004

Outro fica!


Qualquer semelhança entre a indumentária de cada um deles não é pura coincidência!

Um vai...


Divided Joy

Fui com o Dylan revisitar o passado. Mais o dele do que o meu.
Mas gosto do passado dele. Aponta-me para coisas em frente.
O presente, tenho-o embaciado e inerte. Do futuro sei o mesmo que todos e não me apetece saber mais, hoje.
E o passado, o meu, ainda me sabe a mala sem asa.
Falta-me

Substance (Joy Division - não datado)

"Love Will Tear Us Apart"

When routine bites hard, and ambitions are low
And resentment rides high, but emotions won't grow
And we're changing our ways, taking different roads
Then love, love will tear us apart again

Is my timing that flawed - have our feelings run dry?
Yet there's still this appeal that we've kept through our lives
Love, love will tear us apart again

You cry out in your sleep - all my failings expose
There's a taste in my mouth, as desperation takes hold
Just that something so good just can't function no more
When love, love will tear us apart again --

PS (apesar de não gostar de travestir isto de messenger): ainda bem que voltas D. Urraca.

Incompreensão líquida

As recentes notícias do "Correio da Manhã" de 2ª feira, agentes da BT convenceram Zé Maria a não saltar da Ponte 25 de Abril, e do "24 horas" de hoje, Zé Maria correu nú pelas ruas de Lisboa em direcção ao Tejo, revelam, não uma perturbação suicida que alegadamente levou ao seu internamento compulsivo, mas uma perfeita assimilação da vivência alfacinha. A atracção pelo rio.

Savoir-faire

O segredo das revisitações é emprestar-lhes apenas uma parte.
Ontem emprestei alguns anos há muito perdidos e alguns anos recentes.
Os outros, os que não estavam interessados, regressaram comigo.



Noite de Joy Division, no Disorder.

Welcome Back!

A ausência, ainda que temporária, é sempre benéfica, mesmo que os efeitos se sintam muito depois da mesma. Três semanas podem mudar o curso de tantas coisas...
Não quero falar das K7’s muito menos daquele a quem dedicaste tantas letrinhas no nosso (cada vez mais lido) espaço blogueiro. Desculpa Keiser, mas não me apetece. Não quero potenciar mais ainda um estado de espírito que me custa reconhecer em ti. Preferia falar das músicas que terei que escolher para Julho, com a ajuda e crítica feroz do Dylan. Mas também ainda não consigo.
Ao invés, e por agora, prefiro dar-me as boas-vindas a este espaço, onde ainda não me movo com a vossa facilidade. Sim, porque VOCÊS REVOLUCIONARAM ISTO TUDO SEM MIM!!!! :’(((.
E o resto virá por acréscimo... de qualquer coisa.

P.S. – Além disso, eu, LOIRA, gosto do GATO FEDORENTO.

agosto 17, 2004

Pecados Mortais (VII)

Preguiça

Não é a apatia.
Nem os lábios embriagados, com o desdém atraiçoado dos que nunca foram essenciais.
Não é o tédio das pequenas maldades felizes.
A preguiça é a espiral egoísta de tudo o que já importou.
É a sede final escolhendo o caminho que não lhe levará.
E o regresso com a mesma indiferença.
Take me out tonight
Where there's music and there's people
And they're young and alive

There is a Light That Never Goes Out, The Smiths.

agosto 16, 2004

Obrigadinha*



Fazer a A-8 em direcção a Lisboa a ouvir esta cara amiga...
Sobretudo "I have a dream" (Joss Stone - The Soul Sessions, track ner.8).
Incendiou-me o carro, foi o que foi...
Mas soube-me bem.

* Citando Sara Pina em conversa com Octávio Lopes.

Delírio Olímpico

É o mal da invasão dos Jogos de Atenas.
Ao fazer zapping e passando pela RTP, que emite com o símbolo institucional acompanhado dos anéis olímpicos, apareceu-me o Tozé Martinho na saudosa série Os Seguranças e por uma fracção de segundo cheguei a perguntar-me que modalidade olímpica seria aquela.

Abril com gin tónico

À atenção do ministro do Turismo, um segmento ainda não explorado:

Uma empresa alemã vai proporcionar a turistas a oportunidade de passar uma noite numa antiga prisão política, noticia o Público.
"Estamos a dar às pessoas a oportunidade de voltarem a viver o passado em primeira mão, em vez de lerem sobre ele em livros de História", justifica o líder do projecto.
Aproveitando a riqueza da nossa memória colectiva, sugere-se um projecto que valorize o património nacional de Peniche ou Caxias, nomeadamente junto dos estratos sociais mais desfavorecidos no contacto real com a nossa História, com spot publicitário jovem e moderno:
(João Almeida) - Ó Nuno isto é o máximo! Até já escrevi na parêde que o Salazar é possidônio. Ainda tem gelo? O meu gin tónico está a ficar uma bodêguice.
(Nuno Melo) - Olhe João, vamos gritar qualquer coisa contra o Estado Nôvo.
Abril ainda pode educar. Evolucionariamente.

agosto 14, 2004

Jovem deslocalizado

Há que aproveitar a "mais valia que é haver muitos jovens desempregados", através da implementação de planos de formação complementares que lhes facilitarão a entrada no mundo do trabalho logo que os níveis de emprego melhorem.
Pedro Duarte, secretário de Estado da Juventude.
Seria uma mais valia para o jovem Pedro Duarte aplicar-se-lhe um plano de formação complementar no conhecimento da realidade profunda do seu país, que lhe facilitará o seu crescimento de homenzinho para, então, assumir um cargo de responsabilidade governativa, logo que os níveis de boçalidade juvenil melhorem.
Talvez esteja explicado o objectivo de espalhar algumas secretarias de Estado pelo país. Chama-se visita de estudo.

agosto 13, 2004

Máscaras de lata




Posso dizer-vos que ontem deixei o blog meio arrependido com medo de ter exagerado com os três posts sobre o regime à la Sampaio. Depois li o Independente de hoje e passou-me.

Jorge Sampaio não será, certamente o responsável pela degenerescência do Estado de Direito em Portugal. Como também não seria se o mesmo Estado de Direito gozasse de saúde plena. E o problema é exactamente esse.
Foi Sampaio quem viabilizou esta solução de Governo; mas não é dele a tutela sobre o director nacional da PJ.
Foi Sampaio quem, públicamente, veio apoiar este PGR (a banhos, confortavelmente); mas não é a ele que cabe propôr o seu nome e sustentá-lo políticamente.
Foi Sampaio que nos disse que tinha como dever velar pelo regular funcionamento da Justiça; mas não é a ele que cabe despachar semanalmente com o Director Nacional da Polícia Judiciária (era a Celeste Cardona).
Agora que assistimos ao desmascarar do "Tip of the Iceberg" deste apodrecimento dormente da democracia a que Sampaio preside, temo bem que o Presidente perceba agora quais são, verdadeiramente os seus poderes. Não tem tutela sobre a PJ? Não foi ele que propôs este PGR? Não fiscaliza a acção judiciária? Pois não.
A ele só lhe cabe viabilizar os responsáveis políticos por este estado de coisas. O verdadeiro poder de Sampaio, de exonerar quem contribui para a doença do regime, foi traído pelo próprio. É o único que tem. E passa a vida a insistir nos que não tem: vai fiscalizar Justiça, Finanças Públicas, Defesa? Eu não o mandatei para isso. E a Constituição não lho permite.

Dr. Sampaio: fique quieto. Deixe-se estar como de costume. Não demita ninguém, nem proponha nomeações. Quando esperei algo de si, fugiu-me. Agora, não se mexa.
O Sr. não tem máscara para tirar. Mas está sempre na primeira fila a assistir ao desfile. E de vez em quando até aplaude....

agosto 12, 2004

Sampaio desestabiliza o regime III

Terceiro: o Processo de pedofilia da Casa Pia, até agora, serviu apenas para comprometer um partido e um líder. Não sei se foi para isso que veio a lume; é discutível que os responsáveis pelo processo e pela justiça em Portugal estejam a cumprir o seu papel à risca e com imparcialidade; podemos discutir nomes e emitir opinião sobre o seu possível envolvimento. Mas não restam dúvidas de que há uma rede de pedofilia e demais acções criminosas associadas e que não é este processo que as vai pôr a nu; que o Procurador Geral da República tem tido um comportamento neste caso, a todos os títulos, lamentável, o que é assustador porque nos desarma de um dos braços garantísticos da viabilidade do regime; que o PR contribuía com a sua inacção (lembremo-nos do bacalhau público que Sampaio fez questão de dar a Souto Moura fazendo fé pública da confiança que nele depositava); que a imprensa contribuía com a voracidade comercial absolutamente alheia ao seu próprio código deontológico e escudada em interesses meramente corporativos (é essa a única explicação para a tomada de posição empenhada do seu sindicato sobre um caso que é juridicamente inequívoco do ponto de vista das responsabilidades criminais); que a cabeça de Adelino Salvado só rolou porque ameaçava tornar pública a acção voluntária (que contou com a orientação dos responsáveis pela justiça deste país, com a fome dos media e respectiva co-violação - com os primeiros - do segredo de justiça a conta-gotas, com a inépcia observadora do PR e, com certeza, com a mão asseguradora do Governo que sustentava todo este baile) e em determinado sentido, do envolvimento de responsáveis políticos no processo; que o Governo antes não se envolvia porque lhe dava jeito, e agora só se mete para fazer o mais puro "damage control"; que isto não fica por aqui - a tomada de posição daquele sindicato é só um sintoma disto mesmo; que toda a gente desconfia do envolvimento de personagens como Paulo Portas com responsabilidade de grande latitude em toda esta barafunda.

Sampaio desestabiliza o regime II

Segundo: houve uma acção voluntária para destruir o líder da oposição. Podemos discutir se foi concertada ou se o seu objectivo último era mesmo esse; é discutível a autoridade moral dessa acção; é especulável que o PR se tenha ancorado nela para não convocar eleições antecipadas - estou à espera que desminta, mas como está na Grécia a velar pela estabilidade do regime nessa verdadeira intervenção humanitária que foi perder 4 a 2 contra o Iraque, sem mandato das NU - se calhar ainda não teve tempo. Tenho opinião formada sobre tudo isto. O que não é questão de opinião: que Ferro Rodrigues teria tido a vida muito mais facilitada se não tivesse havido Processo de Pedofilia Casa Pia; que nesse caso o PR nada fez por se assegurar que o regime estava em regular funcionamento (não esquecer que o líder da oposição e conselheiro de Estado viu o seu telefone a ser escutado mais de 11000 vezes); que Ferro Rodrigues obteve sempre que julgado nas urnas, resultados surpreendentes e que foi "derrotado na secretaria".

A poesia reconduzida

Em tempo:
Afinal, Ataíde das Neves convidado para a equipa de Santos Cabral.
Enquanto esperamos pela outra, garante-se a justiça poética.

Sampaio desestabiliza o regime I

Esta teoria pode até ser dicutível. Gosto muito de Luís Osório e do seu projecto mas o facto é que desde que correu mal aquela célebre manchete sobre a convocação das eleições antecipadas não podemos, em bom rigor, aceitar que seja mais do que especulação.
Mas juntemos-lhe a posição do sindicato de jornalistas sobre a divulgação das famosas cassetes, e vamos a factos.
Primeiro: o Presidente da República escolheu não convocar eleições antecipadas em nome da estabilidade governativa e do regular funcionamento das instituições.É discutível que o tenha conseguido com essa decisão; é especulavel que tenha tido a legitimidade para a tomar com base nos argumentos em que a tomou (leia-se leitura de uma maioria parlamentar versus legitimidade democrática conferida pela possibilidade de os portugueses dizerem de sua justiça); e é muito remoto que o tenha feito em nome da retoma (todos os tubarões da economia nacional - entre empresários, economistas e Governador do Banco de Portugal escolheram pronunciar-se em público, não sendo obrigados a isso - Guterres não falou, por exemplo - e optaram por dar toda a latitude de opções ao PR). Tudo isto pode ser discutido. O que não pode ser discutido: o que resultou dessa decisão foi que à possibilidade de Ferro Rodrigues vir a chefiar o Governo em resultado de eleições antecipadas, Jorge Sampaio preferiu viabilizar um governo sustentado numa maioria em quem ninguém votou; que não tem havido estabilidade governativa (de barracas nas tomadas de posse à interrogação simples sobre onde vão ter morada definitiva certas secretarias de Estado, sublinho, de Estado); que as instituições do regime não estão a funcionar regularmente (o director nacional da PJ demitiu-se, diz ele e nós acreditamos em tudo o que ele diz - tem que ser assim neste regime garantido por este PR - por falta de confiança política da tutela).

Regime em perda poética

E agora, os voluntariosos sonetos do poeta-judiciário Ataíde das Neves?

agosto 11, 2004

A substância de pandora

A invocação de um pacto de regime associa-se quase sempre a uma abstracção inócua, que não significa outra coisa que arregimentar uma incomodidade colectiva de receios solenes e partilhados, em torno de uma questão que poderia exigir a dor de crescimento de uma responsabilização política.
Segundo, que o tempo em que é invocado dá-nos a sua espessura.
Quando o Primeiro-Ministro aparece a propor a solvência da justiça com um pacto de regime, pergunto-me, em espanto, se descobrimos agora um vazio legislativo e institucional, em que não seja possível identificar comportamentos, ilícitos e entidades que os possam investigar.
Parece-me que não. Como me parece que se trata mais de uma demissão infecta em assumir a consequência de um estado de direito.
Para quê então a proposta de um pacto de regime? Temo que para não ter que explicar uma demissão incómoda sem abrir uma caixa de pandora, insinuando o extraordinário argumento de que tal não teria sido necessário havendo uma sintonia de regime. E para tentar lançar o compromisso envenenado do medo da caixa de pandora.
Trocar a substância pela forma. Como seria de esperar.

agosto 10, 2004

Afonso




Um blog não serve só para que os seus "contributors" escrevam tudo o que lhes vem à alma.
Também serve para admirar. Eu cá não acrescento nada.
Talvez... obrigado...

Dia de vento...



"O João Pedro pede-me todos os dias em casamento."
Sónia Brazão, actriz e outras coisas.

E comprimidinhos para a memória, não?

Nenúfares de luz branca para todos!


Ou de como eu, definitivamente, me estou a passar dos rolamentos...


Já repararam, decerto, que não ando com disposição "Big Show SIC". Sei que já repararam porque tenho dado atenção devida aos inúmeros telefonemas, avisos de colegas blogueiros a dizer que não ando a regular pela candura, conselhos e críticas de amigos(as) que me advertem para o mau uso que ando a dar a este site da loira ("que não serve para expressão de frustrações pessoais ou políticas etc. e tal" - coisa com a qual, por acaso, nem concordo porque este blog não tem linha editorial - vão lá ver a Maio deste ano no primeiro post).
Ora então, tomem lá daquilo que me põe bem disposto. E-mail da mana a puxar pelo shakra. Passo a reproduzir (o título era "Coração"):
"Putzi (ndb: esta parte era escusada de publicar, mas fica a honestidade da reprodução integral)

Não desanimes porque a vida é mesmo assim... o engraçado é que quando nos deparamos com encruzilhadas e temos que fazer escolhas ou tomar decisões a vida normalmente está a oferecer-nos novas oportunidades. Segue o teu coração que não te enganas!
bjs Mana Mónica".

Mais alguma coisa?!

Pecados Mortais (VI)

Gula

Para ti.
Afectuosamente.

Podemos encerrar-lhe uma só música, por não caber mais nada.
Tudo o resto está lá e já foi maldito.
Só a necessidade de devorar a procura da última palavra.
A necessária última palavra.
Um afago de violência terna.

This Twilight Garden, B-Side from High, The Cure.

agosto 09, 2004

Nandrolona Kodak

De vez em quando parece-me que o ser humano (este, com letra minúscula, os "nós" de todos os dias) não pode ser a entidade épica, cavalgante em permanente fulgor e em constante progresso. Andamos todos a fazer pela vida, e de caminho, ou lutamos por ver o dia a chegar ao fim ou temos fome de fazer História. Ou somos número de identificação fiscal ou, sozinhos, fazemos crescer o PIB. Dia de ter "tesão" durante 3.2 microsegundos por uma sombra no metro, ou de nos virarmos pelo avesso por gente de cor diferente num deserto de afinidades qualquer. De escrever um "post" ou de pintar uma "Guernica".
A vida é como andar a pé em Lisboa.

Conheço alguns heróis, o que é bom. E conheço daqueles heróis que perante o input mais infantil perdem a capa. E não deixam de ser heróis por isso - o que é melhor.
De cada vez que me afogo na "vidinha" de expediente, tento sempre lembrar-me de chegar às cinco da tarde, levantar os olhos para ele, que tem na mão um regador cuja utilidade para a vida descobriu nesse dia, e para ela que está em pose de boxeuse romântica, de sobrolho preparado e desafiante.
Alguém, felizmente, se lembrou de paralisar o tempo naqueles momentos e imortalizar em película o minuto mais importante das vidas deles. Até àquele minuto, pelo menos.
Não sou pai de nenhum dos dois.
Mas de cada vez que me afogo na "vidinha" de expediente e me lembro de fazer isto, às cinco da tarde, sinto a capa nas costas...
... e assento num papel que amanhã vou a Guantanamo dar uns tabefes numas patentes.



Pecados Mortais (V)

Ganância

Numa noite cansada.
- Gostas disto? - disse, lançando-lhe os primeiros momentos do curtains.
- É triste. Tem a ver contigo.
Estivemos uma eternidade em silêncio.
Não me bastava sabê-lo. Tinha que arrancar-te a inquietude para acalmar a minha.

Curtains, Tindersticks.

Aprovado

Aprovado

O assunto abordado no post "Angina de peito" é suficientemente relevante para a minha estreia solene nesta coluna.
Concordo sem reservas.

P.S. Alguém tem as K7's?

Dentinho

Agosto. 1962.



Marilyn: "How do you find your way back in the dark?"
Gable: "Just head for that big star straight on. The highway is under it. It'll take us right home."

The Misfits, 1961. A última cena.

agosto 08, 2004

A loira adora...

As águas quentes de Djerba...
As montanhas de Chibika...
A Madalena e a Leonor...
Os shots do Algarve...
E os companheiros bloguistas...

A loira não gosta da escolha do varão mas terá que a fazer...

P.S. - Isto tem estado a correr tão bem que deixo-vos mais uma semana sozinhos :-) *

agosto 07, 2004

Pecados Mortais (IV)

Vaidade

O pecado do qual todos os outros emanam, diz-se. Não interessa a perspectiva teológica, é o momento da nossa natureza.
A dela, olhar vítreo de desperdício, mostrando que a noite também se sabe amarga.
A minha, agradecendo-lhe o aperfeiçoar da arte de ler o meu tempo de não olhar para trás.
De já não lhe poder acolher a fragilidade, pois só bebia uma de todas as possibilidades que eu fixara indiferentemente num espelho de bar.
A nossa, já não nos atrevendo a dizer ao que estávamos.
E das vaidades, quem venceu o embate?
A natureza humana.

You're Gorgeous, Babybird.

agosto 06, 2004

Making-up




Há momentos de luz.

Passo a reproduzir um testemunho que me foi dado por uma Senhora que me tentava vender a revista Cais no Bairro Alto. Trata-se de alguém com, aproximadamente, 45 anos, licenciada em História, articuladíssima acima da média, enfim... uma pessoa normal que, por razões que não vou reproduzir, viu a sua vida a encaminhar-se para a necessidade de ter de recorrer à Cais.
Contava-me ela que no princípio da sua "carreira" como vendedora da referida revista, tinha por hábito o de assaltar figuras conhecidas em ocasiões de exposição mediática, sempre diante da comunicação social que estivesse presente - estão a ver: numa de "Não me diga que vai ter a coragem de não auxiliar uma pessoa em carência, ainda por cima à frente desta câmara de televisão!".
A dada altura perguntei-lhe nomes. Responde ela:
-"A Betty Grafstein (ndb: mulher desse, para sempre nosso, José Castelo Branco) recusou-se a comprar, eu contei aos fotógrafos, isto apareceu numa revista, e no dia seguinte a Associação recebeu um donativo de 100 euros da dita!"
Deu-me a curiosidade: "Então e políticos?" Atira-me ela:
-"Oh! Quando ía ao São Carlos, o Guterres via-me à saída e vinha logo de nota de 5 na mão com medo que o vissem a fugir;
O Ferro não tinha paciência para me aturar, nem para aturar jornalistas, e portanto delegava a função na mulher - o que é bom, porque pelo menos eu não ficava a arder com os meus 2 euros;
O Sócrates é que era lindo..."-Porquê?! interrompi, esperançado num "estilo novo" na abordagem das vicissitudes dos desprotegidos. Respondeu:
-"Esse vinha ter comigo, de nota de 10 na mão, dizia que não queria a porcaria da revista, mas exigia que eu fose aos fotógrafos dizer que ele a tinha comprado".É uma resposta elucidativa.
Mas não é de esquerda.

Nem me cheira que seja muito moderna...

agosto 05, 2004

A loira considera...

... a hipótese de atribuír a este post de Quase Famosos o prémio de Melhor-Argumento-Original-do-Primeiro Semestre-de-2004.
Em breve, e depois de apurados os votos de todas as freguesias ao estilo de "Freguesia de Pau-Gordo/Atibá pour le Post nº deux Cázze Fámôsôzze: douze points!", divulgaremos as decisões finais.
Obrigado.

Bocejo

Perco muito mais tempo neste, do que com este, certamente.

agosto 04, 2004

Angina de peito



Loira, já escolheste o varão para o teu reposteiro?
Faz a escolha inflamada, não faças uma escolha inflamável.
Keizer and Dylan

Pecados Mortais (III)

Luxúria

O sangue morno inebriava a frieza da pedra. Era assim, a casa.
Fixar um rodapé pela lâmina dos teus saltos, mesmo quando já tinhas passado.
Saber que as pérolas sempre fizeram parte de ti.
Ouvir o mesmo disco, com dormência, sem precisar de dizer nada, sabendo-o certo.
Ganhar a certeza da ausência de algum sentimento mais verdadeiro que o desejo e tranquilizar-me por isso. Temendo-o ainda hoje.
Nunca ter tirado essas polaroids.
End the vows no need to lie, enjoy,
Take a ride, take a shot now.
Os dias mais felizes.

Sour Times, Portishead.

Os mistérios da Fé (II)

Haverá relação com Portas e os Assuntos do Mar?

Os mistérios da Fé

Garante uma associação ambiental:
As beatas levam dois anos a desaparecer no mar.

agosto 03, 2004

O Grande Educador




Se não acreditam, leiam o DN de hoje.

Pecados Mortais (II)

Inveja

A sedução ficou guardada, irremediável, aguardando o purgatário de saber pertencer a uma urgência que não era a minha, porque já ocupada.
Quando muito tempo depois convenci um dj ocasional a passá-la, dediquei-ta, a ti e a mais uma noite que se sabia não sobreviver. E irresistível por isso.
Dediquei-ta, a ti e a todas as vezes que o meu sarcasmo perdeu o equilíbrio, como se o desdém pudesse agarrar tantas coisas num só tempo, desejando apropriar a dor e a felicidade que nunca foram realmente nossas.
Como se tentasse cortar camadas de uma lápide.

Come As You Are, Nirvana, lapidar.

agosto 02, 2004

Amador



Luís Filipe Borges,
Foste com tanta sede ao pote que nem deste por esta.
És muito novo...

Oh pai: olha ele!!!...

Ora, vem esta conversa a propósito de ter ouvido Soares Júnior a verberar contra os tiros que a (ainda direcção) do PS dava nos próprios pés, por exemplo, com a questão da participação do seu camarada (é bom não esquecer) José Lamego na Administração americana do Iraque.
João Pequeno faz-me lembrar aqueles putos da escola que são filhos do director (curiosa a semelhança) e que após uma zaragata com um colega se vão queixar ao paizinho. Podem ter razão, mas na escola, bem o sabemos, isso só tem um nome: És um chibo!
Do alto dos (p'raí) 5% que o esperam, Júnior faz-me lembrar outra pessoa (a falta de personalidade tem destas coisas): Savimbi também dizia que só uma fraude eleitoral de grande escala o impediria de obter uma votação à albanesa. Deu no que deu.
Haja paciência! Oh puto larga o pião, que tens que usar as duas mãos para puxar a manga ao teu pai e berrar com batidelas de pé: "Oh pai, também quero ser Secretário Geraaaalll...".

Pecados Mortais (I)

Ira

Há memórias que ficam cravadas, eternizando circunstâncias, apenas porque captaram um momento e um espaço que de cada vez que já não voltam, voltam sempre.
Claro que a beleza singular desse momento carrega todos os nomes que ele te chamou, passando por nós.
Are you waiting for the heavens
E a tristeza que não contiveste.
Are you waiting for the heavens to descend
E a minha encenação, por ti, vitoriosa, bebendo-lhe a ira.

Heavens, James, circunstância.