outubro 31, 2005

Pedido de divulgação - Conferência ‘Portugal sem cavaquismo’

9.30 – 11.30 – Economia estúpida vs ditadura das finanças
- A economia como ciência não exacta e as reformas económicas enquanto meio
- Dinamizar o Estado Providência
- A sociedade do conhecimento e o conhecimento da sociedade

Debate aberto. Moderador: amigo de Paulo Casaca.

12.00 – 13.00 - A longevidade dos tabus
- Honestidade, competência e rigor como agentes do sexo tântrico
- Não basta ser Professor Doutor para ensinar
- O objectivo de um funcionário público não é morrer antes da idade da reforma

Debate caloroso. Moderador: amigo de Paulo Casaca.

15.00 – 17.00 – E a cultura, estúpido?
- À mesa com o bacalhau e o bolo-rei
- Há música portuguesa para além do Fado e do corridinho
- Nem todos os caminhos vão dar ao pulo do lobo

Debate aceso. Moderador: amigo de Paulo Casaca.

Nação senhora das tempestades*

Recordamos 1755 com a mesma parcimónia com que ouvimos um fado ou lembramos glórias perdidas. Foi melhor assim, concluímos languidamente. A figura tão portuguesa daquilo a que os anglo-saxónicos chamam blessing in disguise, sempre presente, sempre pungente, sempre descrente.

* Plágio descarado da obra, nunca do homem.

Sabes bem

Sabes bem que partirei sem me despedir, que não ajudarei a apanhar a lenha para um fogo frio de madeira velha que cheira a whisky e a chocolate. Sabes bem que as palavras não voam, que o vento não fala, que as gaivotas não cantam. Sabes bem que a partir de ontem, amanhã já é hoje e hoje não é nosso.

Sabes tão bem, segreda-lhe ao ouvido.

Preciso de si (VIII)

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Um momento
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Preciso de si (VII)

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Um momento
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Estaturas

Ainda uma nota sobre a decisão do tribunal constitucional e o entendimento das decisões dos orgãos de soberania em convivência democrática.
O dr. marques mendes classificou a decisão como uma grande derrota da arrogância, incompetência e capricho do eng. sócrates.
Sendo a estratégia do eng. sócrates passível de crítica, sob diversos ângulos e em outras sedes, ficamos a saber que o dr. marques mendes considera arrogantes, incompetentes e caprichosos 6 dos 13 juízes do tribunal constitucional que votaram vencidos.
Há uma enorme diferença entre ter estatura e saber esticar os bicos dos pés.

outubro 28, 2005

Vá treinando 2009

A pedido de várias famílias e após ampla concertação com a CNE, estará disponível em cada mesa de voto um boletim alternativo para os cidadãos que se inclinam para o voto em branco.
A iniciativa ‘Vá treinando para 2009*’ dispõe já de 5 milhões de boletins, nos quais poderá pôr a cruzinha em José Manuel Barroso, António Guterres, Joana Amaral Dias, todos da família ‘Perdoa-me’, António Borges, António Vitorino d’”A facada alegre nas costas”, Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, d’‘Os Sopranos’, ou Bernardino Soares, ‘A mudança na continuação’.
Não se esqueça de pedir o seu.

* Projecção feita com base nos relatórios clínicos de 2 dos principais candidatos.

Preciso de si (VI)

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Um momento
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Preciso de si (V)

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Um momento
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Uma noite ambiciosa

Melhor momento da noite:
O jornalista da rtp a ajudar o prof. aníbal a dar a resposta que por pudor queria evitar, que a recuperação dos níveis de reaproximação ao desenvolvimento da UE a que se referia eram os dos seus governos.
Primeira melhor pergunta da noite que não foi feita:
- Terá sido estranho aos níveis de desenvolvimento, nos seus governos, o irrepetível euromilhões de fundos europeus?
Segunda melhor pergunta da noite que não foi feita:
- Se os fundos europeus que os seus governos geriram tivessem tido correspondência num desenvolvimento estrutural do país, seria necessário estar hoje aqui a traçar esse objectivo?

A memória é aquela tia que aparece de surpresa para jantar

Depois de ouvir o prof. aníbal ambicionar a educação (engolir uma laranja), a coesão social (engolir duas laranjas), a formação profissional (engolir três laranjas), a reaproximação ao desenvolvimento da UE (engolir quatro laranjas) e o mérito nas nomeações para a administração pública (já não cabe mais nenhuma laranja), só falta o dr. portas vir dizer que tem um poster de abril na parede do quarto para já ter visto tudo em política.

outubro 27, 2005

Preciso de si (IV)

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Um momento
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outubro 26, 2005

Best kept secret

Acordo invariavelmente por volta das 10h, depois de inúmeros gestos automáticos e rotinas cansativas. Gosto de fazê-lo calmamente, ao meu ritmo, sem solavancos e sobretudo sem ti. Acordo contigo todos os dias. Pior: sonho contigo e ao acordar ainda lá estás.
A tua juba desalinhada, as tuas interjeições em várias línguas, os teus neologismos descabidos. Ninguém te ensinou que a auto-afirmação é sinal de pobreza intelectual, tu que até podes ser um gajo porreiro?
Deixa-me dormir.

Preciso de si (III)

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Um momento
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outubro 25, 2005

Preciso de si (II)

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Um momento
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Preciso de si (I)

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Um momento
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Reformismos sem caviar

Vi-te hoje por entre o nevoeiro que se abatia sobre Lisboa. Tinhas uma tocha que nos ia alumiando o caminho. É sempre em frente, segredavas. Viro à esquerda? Não, mantenha-se na faixa central e sempre em frente. Mas não há um momento em que tenho que virar à esquerda? Faixa central e sempre em frente.
Quando um jornal como o FT faz a apologia de um Governo de esquerda é com certeza mais que impulse. José Sócrates parece lançado como o novo guru da terceira via, o reformista bem-comportado, mais reformista que o próprio Blair, pese embora o facto do nosso Estado social não ter nunca chegado ao nível do do Reino-Unido.

Novo ‘Euromilhões só lucro’

Parece que anda aí uma nova técnica de enriquecimento rápido e sem impostos.
A pessoa em causa - de etnia cigana - chega de Porsche Cayenne, muito aprumado, para fazer o contrato de promessa de compra e venda num empreendimento de luxo. Entrega um sinal exorbitante.
Dias depois aparece no dito prédio com a família toda, bisavós, mulheres, filhos, sobrinhos e bastardos ramelosos e ranhosos. Lança o pânico pandémico no hall de entrada do prédio, quase arma os varões para estender a roupa.
Os outros futuros proprietários queixam-se, ameaçam não comprar os imóveis. O que faz numa situação destas o pobre proprietário da fracção à venda? Desiste do negócio e tem que pagar o dobro do sinal ao cigano. Só lucro.
Conversa de taxista, ça va de soi.

outubro 24, 2005

Não nos resignamos nem ficamos mud's*

Em reconhecimento ao voto de confiança professado pelo prof. Cavaco, a Assembleia Nacional congratula-se no respeito pela Constituição da República e reitera a confiança na sábia decisão do colégio eleitoral numa escolha que possa "contribuir para melhorar o clima de confiança, reforçar a credibilidade e vencer a situação difícil em que o país se encontra".
*citação do sr. general da comissão de honra.

A minha Assembleia Nacional

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Dr. Strangelove



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Prof. Aníbal

O senhor que se segue

Começo a acreditar na capacidade cirúrgica de José Sócrates em conduzir purgas e que pouco restará em breve dos pseudo-representantes do ideal democrático e republicano português.
Junte-se à lista mon ami Freitas do Amaral, por favor.

Uma família feliz

Depois do lanche com os netinhos e do jantar caseiro com a Maria, Cavaco dedica-se à pintura abstracta de bandeiras para o seu ‘one man show’. As estatísticas garantem que a produção já se está a aproximar da chinesa, esperando Cavaco dar assim ânimo à deprimida economia portuguesa.

Soares-Cavaco/Chirac-Jospin

As notícias sobre uma eventual recandidatura de Jacques Chirac e um regresso de Lionel Jospin à política activa confirmam um certo Sebastianismo napoleónico-gaullista e o deserto em que se transformou a política europeia.

outubro 21, 2005

Inaugurada ontem em belém a grandiosa Exposição do Mundo Português

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outubro 20, 2005

A loira vai à pastelaria

O que pode animar a confeitaria nacional é que os comensais talvez andem a apreciar o bolo com gulosa imprudência. É que quando o sr. professor começar a abocanhar a direita, aliás o bolo, e alguém levar as mãos à cabeça lembrando o terror esquecido da fava, traga-se o ensinamento da memória política. Pois é. Quando o professor mastiga já não abre nem diz palavra. E a fava, além de mordiscada, pode ficar penhorada a comprar outro bolo-rei daqui a cinco anos. Mesmo que por essa altura já não lhe apeteça celebrar o natal.
Vénia ao agradável sentido de humor de Paulo Pinto Mascarenhas. Embora tímido, o que se compreende. Promete pastéis de belém mas, à cautela, vai oferecendo pastelinhos de nata.

outubro 19, 2005

Cavaco responde e também já tem o seu

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Paulo Pinto Mascarenhas escreve, a propósito do novo blog de apoio a Soares, que mais interessante que os contributos presentes é assinalar as ausências da musa Joana Amaral Dias e do mestre Medeiros Ferreira.
Aguarda-se com expectativa o primeiro post de Valente de Oliveira n' O Acidental.

Interrupção voluntária, nunca

Direcção nacional do CDS não apoia
referendo interno a apoios presidenciais.

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- Definam-me lá apoios presidenciais.

outubro 18, 2005

A esquerda renasce

Ando com dois apêndices metálicos permanentemente agarrados às mãos há, fez Segunda-Feira passada, sete semanas. Durmo com eles ao lado da cama. Como com elas (muletas é feminino) na cadeira ao lado. Não há pedaço da minha vida diária, inclusivamente da mais íntima, que elas desconheçam. Até as baptizei: Dádiva Maria (a da esquerda) e Bênção Serena (a da direita).

Hoje, nas aulas, o professor pediu-me para ir ao quadro (meio da sala). À frente de toda a gente… Lá chegado arrancou-me das mãos primeiro a Bênção, depois a Dádiva. Atirou-as, com desprezo, para o chão… fora do meu alcance. Perdi qualquer noção de apoio. E diz-me ele:
- Relaxe!
Respondi-lhe:
- Você é parvo?!
O professor respondeu que isso não era relaxar.
Depois de cumpridos os exercícios todos (bicla incluída) devolveu-me a Bênção, primeiro, e a Dádiva, depois. Mas as minhas amigas têm agora uma nova companhia sempre que tocam no chão: O MEU PÉ ESQUERDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

outubro 17, 2005

Benchmarking e troca de boas práticas

Foi-se ao Dubai buscar o Ivo Ferreira; aproveitou-se a visita de Chavez à Europa para meter uma cunha pelo Luís Santos.
E eis que o homem que mandou editar constituições de bolso em várias línguas para que o povo estivesse ciente dos seus direitos nos vem dar a nós, avançada democracia europeia, a maior das lições. Não está nas mãos do Governo, desculpa-se, é matéria da competência do poder judicial. E mais. Na Venezuela, as pessoas não ficam presas em condições desumanas durante três anos sem julgamento; o senhor está bem, em prisão domiciliária, gozando de todas as mordomias.
É a vida.

Prioritário. Cifrado. Secreto.

Para o Dr. SA, este post escrito durante o horário de expediente:

0-2 e 0-1.

Portishead a embalar a lua cheia e um fim-de-semana quase perfeito.

outubro 14, 2005

O quase famoso

A mais misteriosa excentricidade das míticas festas quase famosas tem sido a repetida presença de alguém notavelmente parecido com o Miguel Ângelo dos Delfins, mas aparentando gostar da música espalhada pelos melómanos da casa. Que virá da entourage de delfinetes que o acompanha a sinalização de quando abanar a cabeça com satisfação, sopram más línguas, mas duvida-se que lhe fizessem tal maldade.
Ou então, o medo, teme-se o pior do próximo album dos Delfins. Ou, mais medo ainda, o melhor. Ou mais uma Stoli com gelo, que já é a segunda dos Mondays. Loose fit.

5.19.20.1.4.15 4.1 14.1.3.1.15

5.14.17.21.1.14.20.15 15 16.15.22.15 10.15.7.1 19.15.4.21.11.21, 2.1.18.1.12.8.1.13-19.5 15.19 14.21.13.5.18.15.19.

outubro 13, 2005

Nobel pub

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em cena

Jorge Silva Melo ganha Nobel da literatura.

Não.

Afinal, parece que foi Harold Pinter.

outubro 12, 2005

Estava prevista para o CCB

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Testemunhas garantem que aparição antecipou-se.

Sem-risco II

Vivi em Paris num dos momentos mais fortes da contestação ao governo de Alain Juppé, em Dezembro de 1995. Durante 15 dias, andava quase 3 quilómetros a pé porque 'suite à un mouvement social, le trafic est interrompu dans le métro'. Não era só o metro; as greves acumulavam-se, restando ao Governo negociar.
Aqui, como cada um tem o seu risquinho, parecem não perceber que, juntando todos, o risco aumenta para o Poder.

Sem-risco I

Sempre me atraíram as profissões de risco, do tipo inspector da PJ, observador internacional ou motorista do autocarro do Glorioso. O risco seria sempre compensado pela adrenalina e pela realização proporcionadas por esse mesmo risco, o cansaço pela experiência acumulada.
Afinal descubro que não há vocação, há apenas reconhecimento de riscos e de vidas profissionais curtas através de privilégios especiais. Bem vistas as coisas:

Bombeiro. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Enfermeiro. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Prostituta. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Taxista. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Político. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Professor. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Astrólogo. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Juiz. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Manicure. Risco/doenças/envelhecimento precoce.
Pescador. Risco/doenças/envelhecimento precoce, etc., etc.

- O que queres ser quando fores grande?
- Desempregado reformado. Sem riscos.

outubro 10, 2005

Notas de poder localizado VI

Arrumada a bisca, outro jogo. Dos dados e dos já lançados, para entreter.

Notas de poder localizado V

Querendo recusar quem perdeu o carisma e o norte algures numa arruada de felgueiras, pobre e desavisado Porto, que se entregou à esquizofrenia regional a desuso, emprestando mais quatro anos a quem acabará por lançar a cidade ao rio, em conflito com a ideia de se manter em cima da ponte.
Querendo recusar a impertinência e a proibida posse da mulher que queria levar para casa, pobre e desavisada Lisboa, provando que até à direita se sonha o sonho operário, entregando-se ao mestre de obras de santana.
Desavisadas cidades.

Notas de poder localizado IV

Que a direita cristã-e-depois-populista-e-agora-liberal-se-deus-quiser pretende desesperadamente refundar-se, mede-se não tanto pelos dias e noites à direita como pela implosão do que já não é.
Não fosse o interesse antropológico pelo único cidadão português - para além do pauleta - que vive de queijos e a-melhor-campanha-de-sempre-que-leva-o-prémio-miss-simpatia-que-um-dia-gostaria-de-vencer-alguém-nem-que-fosse-o-rato-mickey, e ribeiro e castro já teria embarcado de vez para bruxelas. Só ida.

Notas de poder localizado III

Quanto espanto e horror. As vitórias bandidas são um passo necessário, compreenda-se. Porque a maturidade tem a sua agenda. E principalmente não se descobre na súbita auto-iluminação da ética partidária. A mesma que ao longo de muito tempo criou a pele de que agora se quer libertar. Se fátima, valentim e isaltino recolhessem o endosso partidário talvez não celebrassem as vitórias que tiveram. Da mesma forma, se isabel, a única estratégia consciente do sr. mendes e que o ia engasgando, fosse repudiada, provavelmente venceria mais folgada. O sr. avelino foi uma outra conta, teve o tratamento que se dá à esperteza em terra estrangeira.
O povo saberá ter razão, mas cada coisa a seu tempo. E sabe escarnecer, não se duvide, pela ordem de chegada.

Notas de poder localizado II

O PC recupera cintura em torno da grande Lisboa. Porque a luta, camaradas, já só tem a utopia do presente que se conseguir apanhar. Se há leitura nacional, é aqui.
Para reflexão do senhor primeiro-engenheiro.

Notas de poder localizado I

Ensina a experiência que o micro-cosmos autárquico só se inverte com o vento a favor. Porque cristaliza quatro anos. E porque se pagam o pulso da nação e os erros à vara. Não seria realista, como tal, pintar com cores muito diferentes os desenhos de 2001, ainda que estes tivessem sido pincelados para castigar o engenheiro refugiado. Porquê então um desaire rosa? É que mesmo as derrotas previsíveis não compreendem o seu prévio anúncio.
Há que saber esfolar, coelho. Há que saber esfolar coelho.

outubro 07, 2005

Demi Moore*

António Guterres está desiludido com a política internacional. A nacional, essa, só lhe dá razões para satisfação. 1 milhão de Euros deu o Estado português ao Alto Comissário das NU para os refugiados.
Foi-nos garantido que Pina Moura não aceitou ser seu assessor financeiro.

* Dá-me mais, tradução livre.

Se

Se o Inverno não chegar, se o céu jamais chorar, se o Tejo secar. Se não houver pinheiros para enfeitar, neve para atirar, madeira para queimar, frango para o jantar. Se o Estado falir, se o viaduto cair, se os teus olhos não voltarem a sorrir.
A quem vou contar as nossas histórias de noites sem luar?

outubro 06, 2005

Puorto Vintage

Sobre a margem de erro das sondagens podiam fazer-se tratados comparativos internacionais. Só que muitos esquecem que em certos lugares, como no Porto, é mais do que margem de erro, é margem de penetração, é chegar aos cidadãos que não têm condições mínimas de salubridade, de dignidade, que não têm telefone - para as tais 5003 entrevistas telefónicas -, que não sabem o que é isso da Internet.
Ou muito me engano ou o Dr. Francisco Assis vai proporcionar uma noite muito alegre ao Engº José Sócrates.

Cenário 1

O PS perde Lisboa, perde o Porto e perde Sintra, Recupera uma ou duas câmaras a Sul (quanto mais envelhecida a população, mais provável). Perde em número de Câmaras, Assembleias e Freguesias.
E perde em número de votos para o PSD, por mínima que seja a margem – como parecem indicar as sondagens naqueles dois primeiros distritos.
O discurso será apenas um: o PS perdeu as eleições porque quem as ganha é quem tem mais votos. Mas é notável a subida em comparação com as últimas autárquicas (ainda se lembram dessa varridela?), sobretudo numa fase em que se pedem tantos sacrifícios aos portugueses. Sem instabilidade social anormal.
Está sancionado o projecto do Governo.
E Terça-Feira há Orçamento...

outubro 04, 2005

Contra-femina

Obrigaram-me a ler as Memórias de Adriano e não gostei. Também não gostei da Sibila e hoje degusto Agustina - apesar das suas repetições escloresadas -, porque há-de haver sempre uma frase doce ou assassina que me conquista.
Oferecem-me uma biografia de Marguerite Yourcenar e a fotografia na capa fez-me pensar em Agustina. Só que ali estava uma mulher bem mais rica em contradições do que Agustina, uma mulher que gostava de mulheres e que escrevia sobre homens homossexuais com quem se identificava. Um certo mundo ao contrário. Uma mulher de semblante repulsivo que viveu cinco décadas às expensas de outra no Maine. Uma mulher que achava as mulheres protagonistas menores para as obras literárias.
Reli a Sibila; não sei se consigo reler Adriano.

It’s Yourope

Foi este o slogan escolhido pelos Verdes alemães nas últimas eleições europeias, slogan que resume cada vez mais a grande mentira europeia. Refúgio sempre aconchegante para quem tenta fugir à mesquinhez da política nacional, o ‘projecto europeu’ começa a mostrar sinais preocupantes de desnorteamento, ao mesmo tempo que se transforma numa terra de ninguém. Foi a Directiva Bolkestein, foi o Tratado constitucional, foram as perspectivas financeiras, é a posição face à Turquia. A opinião pública/cidadãos/pessoas, outrora vítima do bode expiatório chamado Bruxelas, transforma-se agora em bode expiatório para travar tudo o que por lá se passa.

Todos sabemos que as ideias de Sarkozy são apenas uma forma de atirar barro à parede numa altura em que a Alemanha está suspensa à espera de um governo, que a França procura posicionamentos presidenciais e que o Reino Unido assegura a pior das suas presidências da UE. E, no entanto, o risco de directório a 4, 5, 6 Estados é real. E é-o porque a União, como está e sem projectos de futuro, torna-se ingovernável. Só que a solução não tem forçosamente que passar pela formação de um directório de grandes contra pequenos. É preciso um motor e está na altura de alguém o formar. Quem for mais forte nas suas convicções, no seu projecto europeu, conseguirá impor a sua vontade, independentemente de despotismos demográficos e económicos. Será a vez da democracia contra a demografia.

Não posso deixar de sorrir quando falam de divórcio entre a Europa e os seus cidadãos. Não houve casamento. Mas eu vivi muitos anos em união de facto com a Europa e sinto-me traída, ao ponto de me apetecer pedir o divórcio.

I'm fucking out!

Não é surpresa para os companheiros. Aliás, já pecava por tardio. E houve datas, daquelas, que eu acho sempre que devem ser aproveitadas para estas estes momentos soleníssimos. Como as deixei passar, faço-o agora, de chofre. Motivada, entre outras coisas, por notícias hoje publicadas. Apetece-me passar a ser nojenta como as pessoas que as escreveram. Por enquanto, limitar-me-ei aos comentários no velho haloscan. Mas acho que não vou conseguir ficar só por aí. I'll be back. A loira continuará a gostar de andar por aqui.

outubro 03, 2005

Put your money where your mouth is...

Apostei, com figura de inquestionável idoneidade, que o Governo entregará o CD-ROM com a proposta de Orçamento de Estado no próximo dia 11 de Outubro, quatro dias antes do obrigatório e dois dias depois do inevitável.

I am fu**ing back!