novembro 11, 2005

Primeiro divã, à direita

Insondável, esse intemporal culto da figura paternal, que nada precisa dizer porque os bons filhos tudo lêem no jogo de luz e sombras que a acolhedora lareira familiar projecta na face impávida do pai. Crescer é escrever o diário, espaço livre, descoberta íntima, que a liberdade de espírito afinal também é nossa, ao contrário do que dizem, lágrima. E depois descer à sala, que a lareira ainda crepita e lá está a face impávida do pai, tão diferente.
Tudo está bem.
O pulo do lobo. Para quem conhece, salta-pocinhas da alma.