agosto 03, 2005

O criativo que deu um toque a mais e estatelou-se na tijoleira

Foi quando, talvez ainda inebriado com os milhões da populaça e as palmas da transferência, tentou aquela jogada. A jogada; A da exigência ritualística; A que faz a delícia dos indefectíveis canibais, presentes, quase de certeza presentes, ainda que o diabo da luz não lho permita garantir.
Afinal, inventa o criativo, os gajos têm braços e pernas. E são vaidosos. Ambiciosos. Implacáveis. Lixados, até. Há quem diga que respiram.
E um desses gajos teria mesmo não explicado a textura da flor a um casalinho de namorados, que amuou o seu amor filantropo, sentindo-se mandado à merda. O gajo era como os homens. Nunca visto, ao contrário do que lhe tinham contado.
Os indefectíveis canibais aplaudiram, como sempre foram ensinados a fazer. Mas não puderam evitar a inquietação de Zahovic, outro célebre criativo de meio-campo, habituado a ser o melhor de Agosto.