maio 05, 2005

Um caso verídico

Paulo José adorava chop-suey de gambas*. Gostava tanto que criou uma obsessão difícil de explicar. Um dia, Paulo José perdeu a noção da realidade e tomou a liberdade de encomendar chop-suey de gambas para todos os colegas da repartição de finanças. Era uma forma de partilha. Durante uma semana inteira assim continuou a fazê-lo, todos os dias, indiferente ao desdém dos colegas, que teimavam em ir almoçar fora.
Hoje, Paulo José está em Pequim.
Parece que vai receber uma condecoração do governo chinês.
Um chop-suey de prata, raramente atribuído a um cidadão estrangeiro.
*Chop-suey é um nome fictício para assegurar a confidencialidade dos envolvidos. Na verdade tratava-se de crepes.