abril 13, 2005

Cansaço

Aos seus labirintos dava os nomes das ruas da velha Lisboa, há dias a fio, sem mapa para a memória de outro regresso. Já não se lembrava da casa das novas avenidas, onde a tranquilidade lhe magoara a voz. Abraçava cada olhar condescendente e pesaroso com a certeza de estar mais perto. Do ruído tricotado, respirado, ouvindo-se cheio e límpido. E deixava-se cair no chão sujo, em paz.
Tudo o que faço ou não faço,
Outros fizeram assim
Daí este meu cansaço
De sentir que quanto faço
Não é feito só por mim.
Para ti. Para as tuas madrugadas.