fevereiro 08, 2005

A antecâmara do amor

(...)Sete dias, arrastou-se a espera. nos passos que, por cima dos meus, lhes desenhavam os mapas da cumplicidade. na violência das confrontações, desfasando a contagem do meu tempo. a toda a ternura sugestionando-se na respiração da madeira complacente e respirando-me o silêncio.
Até que, ao sétimo dia, como se não o pudessemos estranhar, a dor fora de tom. Ele tinha tentado a loucura mais sensata e ela que não calava "ainda temos tanto...". O turbilhão escorreu pela escada magoando o edifício. Deixei o envelope em cima da cama e não fechei a porta.
- Então, como foi?
- Ainda que ele quisesse morrer não o podia.
- Não te percebo.
- Há contratos assinados há mais tempo.(...)
In Memórias de um atirador furtivo com falta de vista. O melhor. Turvava a execução mas não a procura da saudade.