dezembro 24, 2004

A plataforma

Em justiça da sua mestria política, Santana arrecadou em apoteose dois cobiçadíssimos reforços para a sua plataforma eleitoral, o PPM e o MPT. A ideia terá partido de um dos botões de punho de José Luís Arnaut, ao cair numa malga de vinho quando este aplaudia vigorosamente um espectáculo de fados na capital. O acordo foi acolhido com satisfação pelo Partido Popular Monárquico, salientando rever-se plenamente no primeiro projecto governativo nacional com uma liderança saída no quadro dos mais ancestrais e lusitanos princípios de sucessão monárquica. A inclusão do Movimento do Partido da Terra terá sido uma exigência explícita dos monárquicos para desempenhar o virtuoso papel de servos da gleba da coligação, podendo num futuro próximo serem vendidos como receitas extraordinárias em caso de necessidade de equilíbrio do défice. Fonte próxima do primeiro-ministro confirmou que a apresentação de nomes a incluir nas listas será feita durante a realização de uma garraiada marialva, prevista para breve, mas desdramatizou que o acordo com os monárquicos possa ser entendido como uma crítica velada ao presidente Sampaio: "para já, não está no nosso horizonte uma revisão constitucional sobre esta matéria."