dezembro 29, 2004

Enoja-me esta merda de tricas.

A tragédia que inundou o Sudeste Asiático é, a todos os níveis, impressionante e triste. As imagens acompanhadas dos gritos de desespero e dor dos que lá estavam são insuportáveis de digerir, tamanha é a sensação de impotência para fazer o que quer que seja, a não ser as já malfadadas acções de solidariedade.

Eu acredito que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português esteja a fazer tudo quanto pode para ajudar o mais possível os portugueses afectados pela tragédia do Tsunami. Ninguém no mundo estava ou estará preparado para lidar (este verbo é tão pequeno que até parece aqui descontextualizado) com um acontecimento desta dimensão. Ao contrário do que pulula na blogosfera e nos meios de comunicação social (são tantos que os links respectivos não caberiam nesta página), a meia dúzia de pessoas que partiu de Portugal na esperança de poder contribuir, de alguma forma, para minorar o sofrimento daquela gente é, de facto, útil e louvável, a todos os títulos. Porque esses, pelo menos, falarão com legitimidade se e quando quiserem acusar alguma coisa ou alguém e deixaram o conforto das suas casas para encontrarem um verdadeiro oceano de sofrimento.
O embaixador não está lá? Está de férias? Ok. Que se faz agora? Grita-se por todos os lados (como fez há pouco, na SIC Notícias, uma jornalista absolutamente histérica interrogando o Ministro António Monteiro)? Cobra-se o inutilmente cobrável nesta fase? De que serve? O homem não está lá! Ponto (não final, mas de exclamação)! Não se faz agora um pé-de-vento à conta disso. O pé-de-vento é feito no final (se o houver) disto tudo. Demita-se o senhor, atiremo-lo aos leões, que é de facto o que dá vontade de fazer, mas agora?? Agora é necessária uma mobilização mundial de ajuda nunca antes vista.
Necessário é também deixar de haver seres iluminados que se lembram de aproveitar a situação para tirar dividendos ou sobressaírem nos meios de comunicação social, como
neste caso.